terça-feira, 30 de julho de 2013

O Egito arrebentado: Quase dois anos passados da tão malfada Primavera Árabe,pouca coisa mudou,e o legado é de um país destroçado.

 Bom,passados quase dois anos do fenômeno tão conhecido como Primavera Árabe,pouca,ou nenhuma coisa mudou por aquelas bandas. Salvo três importantes exceções,que são: Líbia,e Tunísia,os quais conseguiram fugir das garras dos radicais e tentar montar uma república secularizada. Bom,mas,neste post,vamos falar exclusivamente do Egito,um país,que,neste momento,está em frangalhos,pois,logo após a queda de Mubarak,militares e radicais islâmicos vinculados a Irmandade Muçulmana se digladiam nas ruas e lutam de forma impiedosa pelo poder. Os setores mais sofridos com isso,são as mulheres,que perderam os seus poucos direitos,as minorias religiosas,os liberais e os reformistas,que permanecerão,mais uma vez,iludidos pelo sonho de um futuro que não chega nunca.








País destroçado: Lembranças de uma primavera que não volta mais!
 Pois é,cerca de 2 anos se passaram depois da onda de protestos que derrubaram ditadores no Oriente Médio,num movimento conhecido como "primavera árabe". Passado o êxtase e a nostalgia que contaminou os corações dos milhões de tolos ocidentais,finalmente,os homens,pasmos,assistem a mais uma de tantas nações miseráveis e devastadas. Esse é o caso do Egito. Após o movimento "libertário" do Face que derrubou o ditador Mubarak,o país se vê dividido em duas ditaduras igualmente piores: a ditadura dos militares,que querem implantar uma espécie de "versão egípcia dos anos de chumbo no país,e a ditadura dos seguidores do movimento "Irmandade Muçulmana",organização terrorista que luta pela implantação de uma ditadura islâmica no país nos moldes do taleban. A Irmandade Muçulmana já planejava eliminar o Congresso,mas foram os militares que lhe fizeram este favor. Assim,na surdina,o partido presidente aprovou a nova constituição,que reduziu drasticamente os direitos das mulheres,aumentou o poder dos clérigos islâmicos,e tornou a Sharia (lei islâmica),o principal código de leis do país. Os militares depuseram Morsi e suspenderam a nova constituição,e,como não existe um código de leis vigentes,podemos dizer que reina a anarquia no Egito. Assim,militares e radicais islâmicos impõe o terror no Egito,assassinando cristãos coptas e minorias religiosas,ameaçando e executando mulheres que não obedecem a lei sharia (o pior ficou é para as jornalistas e apresentadoras,obrigadas a usar véu até mesmo dentro dos estúdios),para os liberais e estudantes defensores da "democracia",que,no fundo,só viraram saco de pancada,para os estrangeiros no país, devido ao pandemônio que virou as embaixadas,e para os idiotas úteis que acreditaram nesta mentira que foi a "Primavera Árabe",e que agora culpam os estaites para manter o status quo!



O futuro do Egito: Perspectivas políticas sobre um país que luta para estabelecer a normalidade.
 Um dos principais problemas relativos à queda de um ditador,ocorre no tocante ao fato de inúmeras milícias organizadas e/ou localizadas aproveitarem-se do vácuo de poder deixado pela queda do antigo líder,e,em pretensão deste cargo,acabam brigando entre si. O resultado é inevitável: um país em frangalhos,falência das instituições,multiplicação do caos e da barbárie,ausência das leis (ou da sensação delas),miséria e sofrimento para o povo humilde! Muitos países do Oriente Médio que passaram pelo fenômeno da "Primavera Árabe",todos eles experimentaram o amargo fenômeno de aumento da violência e falta de um governo que possa,ao menos,melhorar a situação. O que vemos é o que sempre se viu no Oriente Médio: dezenas ou um grupos específico de facções lutando pelo poder,anarquia e desorganização,uma total barbárie,até que chegue algum ditador "modinha" da vez,e ponha a situação nos eixos,não com um "punhado a mais" de terror e sangue! Muitos vivem xoramingando e culpam os EUA pela falta de democracia na região. Mas,os mesmos sofativistas hipócritas que vivem afirmando isso,se esquecem que países como Rússia,China,Índia,Cuba,governos bolivarianos da América Latina,a "romântica" esquerda européia e americana,a UE,o Foro de São Paulo,enfim... NENHUMA destas instituições querem democracia por aquelas bandas,há muitos interesses em jogo,e por isso,vez e outra,potências antagônicas flertam com algum mandatário "queridinho" e o catapultam para o poder,não sem as custas de muito sangue! Assim sendo,os "libertadores dos oprimidos" flertam,não porque não surgiu um regime democrático,mas porque o seu "queridinho da vez""não dá mais as cartas" no palácio do governo. A verdade é que não existe democracia no Oriente Médio,porque a população local simplesmente NÃO ESTÁ PREPARADA para uma democracia,pois,com a cultura atrasada,de que quem manda é o mais forte,de que o governante esta "sob a vontade de Deus",e,portanto,não pode ser questionado,bem como,um dos maiores obstáculos pouco citados,A SHARIA,não prescreve este tipo de governo,dando preferência a um governo autocrata de unidade mundial,o Califado,governo com poderes absolutos e abaixo apenas,da lei corânica. É por isso que muçulmanos tem aversão a democracia,até porque,isto implica em tolerância e respeito a um grupo de pessoas,que,simplesmente tiveram sua morte DECRETADA pelo livro de Alá,devendo também,a aceitação de leis e normas que não possuam prescrição corânica,ou a possibilidade de serem governados por uma "maioria infiel". Assim sendo,é óbvio que a escolha por um líder autocrata e submisso aos ditames de "sábios religiosos" locais,atrapalha e muito esta jornada rumo a democracia,principalmente os democratas e liberais,já que muitos preferem fugir do país a ficar,pois sabem,que,se um governo fundamentalista vingar,eles serão considerados "infiéis",e eliminados. Assim sendo,a paz ainda muito dificilmente chegará a região,as guerras irão predominar,pois o romantismo maniqueísta das potências envolvidas,encobrem uma violenta disputa pelo poder e recursos da região,a aversão corânica (e da totalidade de regimes teocráticos) ao regime democráticos,e ao imenso caldeirão étnico que compõe a região (todo mundo quer ser a "bola da vez"),e,é por estes motivos e por outros,que o Oriente Médio nunca poderá ser uma democracia!

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